
Blindagem Magnética
Uma blindagem eficiente
A blindagem magnética tem como principal finalidade mitigar os efeitos do campo magnético gerado pelo magneto, assegurando tanto a proteção do ambiente externo quanto a homogeneidade do campo dentro da sala de exames. Essa homogeneidade é essencial para garantir a qualidade das imagens e a precisão dos diagnósticos obtidos por meio do sistema de ressonância magnética.
Campos magnéticos estáticos de alta intensidade podem interferir no funcionamento de dispositivos eletrônicos e biomédicos situados nas imediações, como marcapassos, neuroestimuladores, monitores e intensificadores de imagem. Além disso, o movimento de grandes massas metálicas — como veículos, elevadores ou estruturas ferromagnéticas próximas — pode causar variações de campo, comprometendo a uniformidade magnética e, consequentemente, a qualidade dos exames.
Para evitar tais interferências, o projeto da blindagem magnética deve considerar a composição, espessura e geometria dos materiais empregados, bem como a distância mínima de fontes externas de perturbação magnética. Essa proteção é projetada de forma a conter os fluxos magnéticos residuais, minimizando o índice de distorção de campo dentro da zona útil de imagem, conforme os parâmetros especificados pelo fabricante do equipamento.
Blindagem de Rádio Frequência
Isolamento Eletromagnético completo
A blindagem de Rádio Frequência (RF) tem como finalidade assegurar o isolamento eletromagnético da sala do magneto, impedindo tanto a emissão quanto a recepção de pulsos de radiofrequência provenientes do ambiente externo. Essa medida é essencial para preservar a integridade dos sinais gerados durante os exames e evitar interferências em equipamentos eletrônicos localizados nas proximidades.
Os sistemas de ressonância magnética emitem pulsos de RF que, quando não confinados adequadamente, podem causar interferências em dispositivos eletrônicos adjacentes. De forma inversa, sinais externos de radiofrequência — como transmissões de rádio, televisão, telefonia celular e outros — podem degradar a relação sinal‑ruído, afetando a qualidade e a reprodutibilidade das imagens obtidas.
Por essa razão, todos os equipamentos de ressonância magnética devem operar em salas dotadas de blindagem de RF com desempenho compatível às especificações do fabricante. O nível de atenuação normalmente requerido é da ordem de 100 dB, garantindo proteção eficaz contra interferências externas e internas.
Além disso, a blindagem de RF deve ser eletricamente isolada da estrutura predial, de modo a eliminar rotas de acoplamento indesejadas. Os fabricantes de equipamentos de ressonância especificam um valor de isolamento mínimo de 1000 ohms entre a blindagem e as partes condutoras do edifício.
Considerando que a blindagem é isolada do meio externo, todas as interconexões com o ambiente exterior — como linhas elétricas, cabeamentos de comunicação ou sistemas de ventilação — devem ser realizadas por meio de filtros eletromagnéticos dedicados, incluindo guias de onda e filtros de linha, projetados e fornecidos pelo fabricante da blindagem, conforme os requisitos normativos de desempenho e segurança eletromagnética.
Humanização de Salas de Ressonâncias Magnéticas
Ambiente para transmissão de calma ao paciente
A humanização aplicada aos ambientes de diagnóstico por imagem reflete o compromisso da empresa em unir tecnologia, conforto e segurança, transformando o espaço técnico em um ambiente que valoriza o cuidado integral com o paciente.
Com o objetivo de promover o bem-estar físico e emocional dos pacientes, a empresa investe em projetos de humanização das salas de ressonância magnética, incorporando soluções arquitetônicas, visuais e sensoriais que auxiliam na redução da ansiedade e do desconforto durante o exame.
A ambientação é planejada para transmitir calma e segurança, por meio do uso de iluminação controlada e regulável, cores suaves e harmoniosas, painéis decorativos com imagens relaxantes e tratamentos acústicos que minimizam ruídos do equipamento. Em alguns projetos, também são integrados sistemas de som ambiente, projeções visuais no teto e controle individual de luz e áudio, permitindo uma experiência mais acolhedora e personalizada.
Essas estratégias de design sensorial atuam sobre o estado emocional do paciente, reduzindo a sensação de confinamento e medo comumente associados ao ambiente de ressonância. Como resultado, proporcionam maior conforto, melhor colaboração durante o exame e consequente melhoria na qualidade das imagens e dos resultados clínicos.